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O caos politico no Brasil favorece aquisições pela China Comunista

Jornalista Mauro Demarchi, 25/08/202125/08/2021

É inegável que a política brasileira está sendo conduzida, com muita inteligência, para um completo caos. O caos, cujos múltiplos artífices e manipuladores conduzem para agravar-se automaticamente à medida que as eleições se aproximam.

Este caos só tem um beneficiário, o qual já está fazendo aquisições pelo Brasil afora: a China Comunista.

O caos derruba os preços de empresas e bens, fazendo com que seus proprietários levem capitais para outros países ou invistam em aplicações mais seguras.

A China usa uma tática muito simples para assumir empresas estrangeiras: o “rinoceronte cinza“. “Grupos privados se expandem globalmente por meio de crédito barato no país. Não raro, os grupos como a HNA, Wanda Group, Anbang, enfrentam problemas financeiros dada sua elevada alavancagem, promovendo uma dança das cadeiras. Saem os grupos privados, entram as estatais comprando os ativos” afirma Felippe Hermes em artigo para a Infomoney em 23 out 2020.

72 bilhões de reais é o montante investido no Brasil de 2003 a 2019 por empresas chinesas, segundo dados do Ministério do Exterior divulgados em 2019.

A expansão gradativa chinesa ultrapassa a americana, “neste primeiro momento, por meio da compra de participações em projetos locais, seja majoritária ou minoritária, como os campos do pré-sal adquiridos durante o leilão de Libra. Do total investido por chineses, apenas 11% foi destinado a projetos novos. O restante focou em aquisições“, informa Felippe Hermes.

As práticas de dumping (quando um produto é vendido abaixo do seu preço normal para ganhar fatia de mercado), recusadas na maioria das nações que praticam o comércio internacional, são aceitas no Brasil pois aqui a China é considerada como um país de economia de mercado.

Os grupos privados compraram fatias consideráveis em áreas como aviação, infraestrutura e finanças:

  • A HNA por exemplo, comprou em 2015 cerca de 23,7% da Azul Linhas Aéreas. E uma participação minoritária no aeroporto do Galeão.

Como no caso da Anbang, o HNA Group sofreu com problemas de liquidez, tendo de se desfazer de suas participações, já as estatais chinesas, entretanto, não possuem o mesmo problema.

  • Em 2017 por exemplo, a China Merchants Group, uma companhia controlada pelo governo chinês listada em bolsa, pagou R$ 2,8 bilhões pelo Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá, o segundo maior do Brasil. Em 2020, fundos estatais assumiram parte do negócio.
  • Também na área portuária, um setor que tem crescido em interesse por parte do governo chinês, a estatal China Communications Construction Company (CCCC), está investindo R$ 2 bilhões para construir um porto no Maranhão, construindo duas rotas de escoamento da produção agrícola brasileira, ao sul e ao norte do país.
  • A mesma CCCC está neste momento negociando um novo projeto, desta vez em Santa Catarina, na ordem de R$ 1 bilhão, também para a área de grãos, como em São Luís.
  • Tendo comprado a empresa de engenharia Concremat, a CCCC investe ainda energia eólica, e no que depender do governo paulista, disputará concessões em rodovias.
  • A mesma State Grid tentou, sem sucesso, uma oferta para comprar a totalidade das ações.
  • Outra gigante de energia, a CTG, China Three Gorges – dona usina de 3 gargantas, a maior do planeta – adquiriu o controle de 14 hidrelétricas, além de participação de outras 3. A empresa, que venceu o leilão de privatização da CESP, é hoje a segunda maior geradora de energia com capital privado do país. Por meio da EDP, a CTG também possui 11 parques eólicos no país.
  • Juntas, a State Grid, CTG, além da State Power Investiment Corporation (SPIC), controlam 15,6 mil MW, ou 10% de toda produção brasileira de energia. Ambas as empresas são ainda fortes concorrentes em projetos de privatização, como os da Eletrobras e Cemig.
  • Na área de petróleo, a CNPC, Corporação Nacional Chinesa de Petróleo, controladora da PetroChina, é sócia da Petrobras no pré-sal, graças à aquisição conjunta no leilão do campo de Libra. Outra estatal chinesa, a CNOOC, também é sócia no campo (ambas com 10% cada). A empresa busca ainda retomar a construção do Comperj, complexo petroquímico da Petrobras no Rio de Janeiro.
  • Na maior descoberta do pré-sal, feita em 2011, a Petrobras é sócia da Shell, e da RepsolSinopec, mais uma estatal chinesa na área de petróleo.

Ao todo os chineses possuem participação em 12 campos do pré-sal.

  • No ramo agrícola, além dos portos, os chineses são sócios majoritários com 53,4% da Belagrícola, produtora de máquinas e equipamentos paranaense com faturamento de R$2,8 bilhões. Outros investimentos incluem ainda a Fiagril, adquirida em 2016 pelo mesmo grupo, o DKBA.
  • A Mídia também está no foco das parcerias pelos chineses, como no caso daquela firmada com a Rede Bandeirantes, dona da emissora de TV e rádios no país. A empresa fechou um acordo para produção de conteúdo junto a estatal chinesa China Media Group.
  • A estatal chinesa também assinou um acordo de coprodução e uso da tecnologia 5G com a Rede Globo.

Esta lista foi preparada com informações da Infomoney e mostra que a cada dia cresce a participação de estatais da China Comunista em solo brasileiro.

O artigo ainda informa que o Presidente chinês tem criticado estes investimentos, por criarem vulnerabilidade no país, entretanto, após empresas privadas formalizarem os investimentos, as estatais assumem o controle.

Quando maior for o caos político no Brasil, menor será o valor de venda dos ativos brasileiros, favorecendo ainda mais a grande expansão comunista chinesa.

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