Em uma nova etapa da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta terça-feira, a Polícia Federal (PF) apreendeu expressivas quantias em dinheiro vivo e uma máquina para contagem de cédulas na residência de um dos alvos do esquema. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro originado de descontos indevidos em benefícios previdenciários do INSS.
Ao todo, os policiais federais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Quem são os investigados nesta etapa da Operação Sem Desconto
Entre os investigados nesta fase estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz. Segundo a Polícia Federal, há indícios de dissimulação de movimentações financeiras e patrimoniais por meio de laranjas (pessoas físicas e jurídicas), contas em nome de terceiros, estruturas empresariais e uso intensivo de dinheiro em espécie para ocultar a origem e os destinatários finais dos recursos.
Durante as diligências, também foram recolhidos documentos, celulares e dispositivos eletrônicos que passarão por perícia para mapear os repasses e definir a responsabilidade individual dos alvos.
Posicionamento da defesa
Uma das buscas ocorreu no endereço do advogado Willer Tomaz, em Brasília. Em nota, sua defesa informou que a ação se deveu exclusivamente ao fato de Tomaz ser o proprietário de uma aeronave emprestada de forma pessoal e amistosa para uma viagem do senador Weverton Rocha — fato que já era de conhecimento público. A defesa sustentou que a cessão do avião não possui qualquer ligação com os fatos investigados e afirmou que o advogado está à disposição das autoridades para esclarecimentos.