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Dá pra ser mãe mesmo com o diagnóstico de infertilidade?

Imprensa, 11/05/202311/05/2023

A OMS divulgou alerta que 17,5% da população adulta – 1 em cada 6 em todo o mundo – tem ou terá diagnóstico de infertilidade!

Ser mãe é um desejo que muitas mulheres compartilham, mas nem sempre acontece da maneira esperada. Quando a infertilidade é diagnosticada, a jornada para a maternidade pode ser desafiadora e emocionalmente desgastante. Para mulheres que decidem pela maternidade após os 35 anos de idade, a infertilidade pode ser ainda mais difícil de lidar, uma vez que a taxa de fecundidade pode estar reduzida após esta idade. No entanto, existem muitas opções e recursos disponíveis para ajudar as mulheres a tornarem-se mães, mesmo que seja preciso um pouco mais de esforço e planejamento.

Com o avanço da medicina reprodutiva, mulheres podem ter filhos com segurança após os 35 anos, mas vale entender que a idade pode afetar a fertilidade e a saúde geral, uma vez que as doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes, entre outras tendem a ter sua prevalência aumentada proporcionalmente ao aumento da idade dos indivíduos.

“Soma-se a isto, ao declínio na qualidade dos óvulos e a diminuição da reserva ovariana (poupança de óvulos da mulher), que é uma das principais razões pelas quais a gravidez pode ser mais difícil. Além disso, existe risco aumentado de aborto espontâneo, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e outras complicações na gravidez”, explica dra. Carla Iaconelli, especialista em Reprodução Humana.

Segundo Dra. Carla, é importante saber que a infertilidade é uma doença diagnosticada após 1 ano de tentativas sem sucesso e que pode ter como causa fatores relacionados ao aparelho reprodutor feminino, masculino ou ambos.

Ela ressalta ainda os fatores femininos: alterações hormonais, metabólicas, nutricionais, fatores ovulatórios e relacionados a idade do óvulo, endometriose, obstrução das trompas de falópio, alterações anatômicas como malformações uterinas, pólipos endometriais, miomas e outros tumores. Já como fatores masculinos: alterações hormonais, metabólicas e nutricionais, problemas com a produção de sêmen, causados pelo consumo de drogas e fumo, peso, causas genéticas e varicocele. Vale salientar também que a infertilidade não é culpa de ninguém, é uma condição médica que pode ser tratada e gerenciada com ajuda adequada.

De acordo com o Ministério da Saúde, de 10 a 20% dos casais em idade reprodutiva sofrem de infertilidade conjugal. Em cerca de 40% dos casos, a infertilidade é causada apenas por fatores masculinos, os 40% das mulheres e os demais sem causa aparente.

Dados recentes da OMS revelam que aproximadamente 17,5% da população adulta – 1 em cada 6 em todo o mundo – é infértil. Esses estudos indicam que se trata de um problema de saúde pública, em todas as partes do mundo, sem discriminação de classes. Por isso, há necessidade de ampliar o acesso aos tratamentos de alta qualidade as pessoas sem condições.

“Existem várias alternativas para casais que enfrentam a infertilidade, desde tratamento de baixa complexidade como a relação em data programada e inseminação intrauterina (IIU – o sêmen é processado para melhorar a performance e colocado diretamente no útero da mulher), até de alta tecnologia e sofisticação como a Fertilização in Vitro (FIV), que é um dos tratamentos mais conhecidos e eficazes, envolvendo a coleta de óvulos e espermatozoides. Outras opções incluem a doação de óvulos, embriões e realização de diagnóstico genético antes de transferir o embrião para o interior do útero”, explica e especialista em reprodução humana.

Carla alerta que o congelamento de óvulos, por exemplo, é uma opção real e assertiva para mulheres que desejam se preparar para ser mãe no futuro, mas ainda não decidiram o melhor momento ou a parceria. Já as mulheres que não tiveram a oportunidade de congelar óvulos e cursam com menopausa, ou que necessitaram realizar quimioterapia para tratamento de câncer, ou mesmo que perderam os ovários em alguma cirurgia, podem buscar o sonho da maternidade em centros de Reprodução Assistida, que oferecem todo o processo de ovodoação e ovorecepção. Algumas clínicas mantêm óvulos e embriões excedentes de outros tratamentos que foram autorizados para doação.

“As doadoras não devem conhecer a identidade das receptoras e vice-versa, exceto na doação de óvulos para parentesco de até 4º grau. A idade limite para doação é de 37 anos. Ser mãe após os 35 anos é absolutamente possível, e muitas mulheres conseguem ter filhos saudáveis e felizes nesta fase da vida. A maternidade ‘tardia’ pode ter seus desafios, mas também pode ser uma experiência profundamente gratificante e transformadora, desde que seja com acompanhamento médico especializado, afinal é tarde para que?” finaliza Dra. Carla Iaconelli.

Andrea Feliconio Comunicação

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