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O “América Primeiro” de Trump: recalculando riscos e deixando a Europa à mercê da Rússia

Jornalista Mauro Demarchi, 06/11/202406/11/2024

Introdução
A política “América Primeiro” sempre esteve no centro da abordagem de Donald Trump em relação à segurança e economia dos Estados Unidos. Agora, com a possibilidade de um segundo mandato, essa visão ganha novo fôlego, mas também levanta questões urgentes: até onde os EUA estão dispostos a deixar que outros atores, especialmente a Rússia, avancem em seus próprios interesses? Sob uma ótica pragmática, Trump parece preparado para redefinir o papel dos Estados Unidos no cenário internacional, potencialmente entregando a Ucrânia — e parte da Europa Oriental — à influência de Moscou.

1. A “Segurança Geográfica” dos Estados Unidos e o Distanciamento dos Conflitos Externos

Para Trump, os Estados Unidos têm a sorte de contar com sua geografia e uma infraestrutura militar robusta, fatores que conferem ao país um nível de segurança que seus aliados europeus não compartilham. A história recente de conflitos fora do território americano (Vietnã, Afeganistão, Iraque) molda uma mentalidade em que as guerras exteriores são vistas como evitáveis e onerosas, tanto em vidas quanto em capital. Trump acredita que o país pode se dar ao luxo de um distanciamento geopolítico maior, deixando outros blocos se defenderem por conta própria.

2. A Diplomacia do Cálculo: Ceder a Europa em “Fatias” e a Expansão Russa

Se a política de Trump permitir que a Rússia aumente sua influência sobre territórios da Europa Oriental, as consequências poderiam ser profundas. A Rússia, ao se aproximar de antigos estados soviéticos e regiões estratégicas, reconstrói gradualmente a sua esfera de influência. Essa nova postura enfraquece não só a Europa, mas a própria influência dos EUA no continente. Mesmo que isso possa parecer uma forma de poupar os Estados Unidos de um conflito direto, a história ensina que concessões iniciais de território podem levar a uma ameaça maior e mais difícil de controlar no futuro.

3. Impacto no Equilíbrio de Poder Global e a Dissolução das Alianças

O plano de Trump de retirar ou reduzir o apoio americano a conflitos como o da Ucrânia abala a arquitetura de segurança que os EUA ajudaram a construir desde a Segunda Guerra Mundial. Sob um segundo mandato, Trump poderia ver as alianças com países da OTAN como um fardo desnecessário, sem mensurar o impacto disso sobre a segurança global. A retirada do apoio militar dos EUA enviaria uma mensagem clara: os aliados europeus precisam assumir suas próprias defesas. Essa mudança pode desencadear uma corrida armamentista regional, além de potencialmente criar alianças forçadas entre países europeus e a Rússia, enfraquecendo ainda mais a unidade e a segurança europeias.

4. Consequências de Longo Prazo: Quando o “Corte de Custos” Pode Sair Caro

Trump vê a retração dos EUA como uma economia imediata, mas essa perspectiva ignora as consequências que podem surgir em longo prazo. A Europa, ao perder o respaldo americano, poderá se tornar vulnerável a novas disputas territoriais e expansionistas, especialmente nas regiões mais próximas da Rússia. Com a segurança de aliados comprometida, os EUA poderiam ser forçados a retornar a esses conflitos futuramente, mas sob condições piores e com maiores custos, para conter uma Rússia que se expandiu agressivamente.

5. As Implicações para Aliados e a Reconfiguração das Alianças

A possível retirada americana fragiliza alianças com países que historicamente confiam no suporte dos EUA. Países da Europa Oriental, como Polônia e Estônia, veriam sua segurança comprometida, temendo serem próximos alvos da expansão russa. Esse abandono encorajaria esses países a buscarem acordos de segurança com outros países, talvez até com a própria Rússia, se percebesse que os EUA não estão mais comprometidos com a segurança regional.

6. A Visão Estratégica: Trump e o Retorno ao Isolacionismo

A visão de Trump parece baseada em um cálculo onde a América precisa se focar em seus interesses imediatos, sem se sobrecarregar com os problemas de outros. Essa estratégia pode ter ressonância entre eleitores americanos, cansados dos gastos elevados com guerras no exterior. Entretanto, o efeito colateral é uma Europa fragmentada, que teria de lidar com um “lobo russo” cada vez mais próximo e perigoso, sem o suporte que sempre teve.

Conclusão: Um Mundo Mais Dividido e Menos Seguro?

A política de Trump pode até poupar os EUA de alguns gastos a curto prazo, mas as possíveis consequências a longo prazo são uma Europa mais vulnerável e instável, e uma Rússia fortalecida, o que eventualmente se voltará contra os interesses americanos. Na visão de Trump, ao deixar que a Rússia se aproxime, ele estaria defendendo diretamente o território americano, mas na prática, essa postura pode acabar alimentando uma nova era de conflitos, onde os EUA precisarão intervir em situações ainda mais complexas e onerosas.

Pergunta Final: Quem paga o preço do “América Primeiro”?

Em última análise, a Europa talvez pague o preço imediato, mas a segurança global, e eventualmente os próprios Estados Unidos, sentirão os efeitos de uma estratégia que, ao proteger hoje, negligencia o futuro. A política de Trump pode ser vista como uma jogada arriscada, que redefine a influência americana no mundo e deixa o campo aberto para que outros atores, como a Rússia, avancem em suas próprias ambições.

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