Ontem completamos 25 anos de casamento.
Saímos para almoçar, rimos, fizemos algumas fotos e seguimos o dia como tantas outras vezes. Mas confesso: o jornal me tomou mais do que devia, e deixei passar algo que merecia um gesto mais atento, mais visível, mais nosso.
Talvez seja o tempo. Talvez seja o ofício. Ou talvez eu esteja, aos poucos, me desacostumando de expor a vida pessoal nas redes, enquanto me dedico a contar a história dos outros. Mas há silêncios que machucam, mesmo quando não são intencionais. E há datas que pedem mais do que rotina.
Há 25 anos, diante do sacerdote, na bela Matriz do Bom Jesus, em Alfredo Wagner, dissemos um “sim” simples, sem imaginar tudo o que ele carregaria. Não era apenas um rito. Era um compromisso silencioso com o futuro, com as dificuldades, com os dias bons e com aqueles em que só o amor sustenta.
Muita coisa mudou desde então. Mudamos nós, mudaram os tempos, mudaram os sonhos. Mas aquele “sim” nunca perdeu o sentido. Ele se renovou nos detalhes: na paciência, na parceria, no respeito, nas escolhas feitas juntos — inclusive quando elas exigiram renúncias.
Construir uma vida a dois não é feito de grandes cenas, mas de permanência. É continuar caminhando mesmo quando o caminho aperta. É dividir alegrias, mas também silêncios. É saber que nem todos os dias são fáceis, mas que ainda assim valem a pena quando se tem com quem partilhar.
Este texto é, acima de tudo, um agradecimento. Pela caminhada. Pela presença. Pela compreensão nos dias em que o trabalho fala mais alto. Pela força tranquila de quem permanece.
Se hoje continuo dizendo “sim”, é porque aquele primeiro, dito há 25 anos, diante do altar do Bom Jesus, segue vivo — não como lembrança, mas como escolha diária.
Seguimos. Juntos.
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