A forte queda no preço da cebola entrou oficialmente na pauta do Legislativo e do Executivo de Alfredo Wagner nesta semana. Durante a sessão da Câmara de Vereadores realizada na noite de ontem, o vereador Márcio Correia apresentou requerimento propondo a avaliação de um decreto de situação de emergência no município, diante das dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais.
O tema ganhou ainda mais força na manhã desta terça-feira, quando uma reunião foi realizada na Câmara de Vereadores reunindo o presidente do Legislativo, Vitório Schaffer, o prefeito Gilmar Sani, o secretário municipal de Agricultura, Paulo Cesar Rossi, representantes de sindicatos, Epagri, cooperativas, instituições financeiras e entidades ligadas ao setor agrícola.
Dificuldades no campo e reflexos na economia local
Durante o debate, foi destacado que a baixa remuneração da cebola tem comprometido a renda dos produtores e gerado preocupação com financiamentos agrícolas em andamento. Segundo as autoridades, os impactos não se restringem ao campo, atingindo diretamente o comércio e a economia do município como um todo.
“O momento é delicado para todos nós. A agricultura é a base da nossa economia, e quando o agricultor não faz dinheiro, isso reflete imediatamente no comércio”, afirmou o prefeito Gilmar Sani. Ele lembrou que, tradicionalmente, períodos como o Natal já registraram queda nas vendas devido à crise enfrentada pelos produtores de cebola.
Decreto de emergência em discussão
O prefeito reforçou que o decreto de emergência não será apenas um ato formal, mas uma ferramenta construída a partir do diálogo. “Não é fazer um decreto e pronto. É importante ouvir, discutir e construir algo que realmente ajude os agricultores, os financiamentos e também o comércio”, destacou.
A proposta é que o decreto sirva como instrumento para ampliar o diálogo com instituições financeiras, buscando alternativas como prorrogação de prazos, renegociação de dívidas e outras medidas de apoio aos produtores.
Impacto futuro na arrecadação do município
O secretário municipal de Agricultura, Paulo Cesar Rossi, alertou que os reflexos da crise podem ser sentidos também a médio prazo. “Daqui dois anos, isso vai impactar a arrecadação do município, especialmente no ICMS. Hoje o problema atinge o agricultor e o comércio, mas mais adiante reflete diretamente nas finanças públicas”, explicou.
União entre poder público, bancos e entidades
Como encaminhamento, foi confirmada a realização de reuniões envolvendo bancos, prefeitura, secretaria de Agricultura, Epagri, sindicatos e cooperativas. O objetivo é construir ações conjuntas para amenizar os efeitos da crise e garantir condições para que os agricultores consigam manter a produção e planejar a próxima safra.
“Precisamos estar juntos. Quando um está com dificuldade, todos sentem. A prefeitura está de portas abertas para ajudar”, afirmou o prefeito.
Mensagem à população
Em entrevista ao programa da rádio Sintonia, o prefeito Gilmar Sani reforçou a preocupação com a agricultura e com o comércio local. Segundo ele, cerca de 70% da economia do município está ligada à produção de cebola e fumo, o que torna a situação ainda mais sensível.
“O decreto de situação de emergência está sendo discutido para ajudar a agricultura, mas também precisamos pensar no comerciante, porque todo mundo sofre junto”, afirmou.
O secretário municipal de Saúde, Fábio Dorigon, informou que o decreto deve ser publicado ainda nesta semana ou, no máximo, na próxima, como forma de garantir apoio imediato ao setor agrícola.
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