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Colônia de férias de 1975 marcou Alfredo Wagner e foi destaque no jornal O Estado

Registros da imprensa ajudam a preservar momentos que marcaram a vida de uma comunidade. Em 2 de agosto de 1975, o jornal O Estado destacou uma iniciativa que uniu esporte, educação e participação social em Alfredo Wagner, evidenciando o impacto de uma colônia de férias voltada às crianças do município.

A ação reuniu cerca de 60 crianças, com idades entre 9 e 12 anos, todas estudantes da Escola Básica Silva Jardim, na sede do município. Para participar, os alunos passaram por inscrição prévia e avaliação médica, evidenciando a organização e o cuidado com a atividade.

Esporte, integração e aprendizado

Durante a programação, os participantes tiveram contato com diversas modalidades esportivas. As atividades incluíam iniciação ao atletismo — com corridas, revezamento e arremessos — além de futebol, handebol, ginástica, gincanas e passeios.

A proposta ia além do entretenimento: buscava incentivar hábitos saudáveis, promover disciplina e fortalecer o espírito de equipe entre os jovens.

A iniciativa foi coordenada pelo acadêmico Marino Tessari, que destacou a receptividade da comunidade. Segundo ele, o envolvimento foi tão grande que a programação acabou estimulando competições esportivas locais, reunindo equipes como Piquete Esporte Clube, Palmeiras, Barro Preto, Flamenguinho, Figueirinha e Metropol, esta última sagrando-se campeã.

Mesmo com as baixas temperaturas, a população comparecia para torcer, mostrando o impacto social da iniciativa.

A presença do Projeto Rondon

A colônia de férias fez parte das ações desenvolvidas por acadêmicos vinculados ao Projeto Rondon, programa que levava estudantes universitários a diferentes regiões do país com o objetivo de promover ações educativas, sociais e de desenvolvimento comunitário.

Em Alfredo Wagner, o projeto deixou marcas especialmente na área esportiva, incentivando práticas que até então tinham pouca estrutura no município.

O início do handebol feminino

Um dos pontos mais marcantes da iniciativa foi o incentivo à participação feminina no esporte. Atendendo a um pedido das jovens da cidade, os acadêmicos organizaram o treinamento de cerca de 20 estudantes do ensino médio em handebol.

Na época, a formação de uma equipe feminina com perspectiva de competir em nível estadual representava um avanço significativo. As próprias participantes demonstravam entusiasmo e disciplina, chegando a manter uma rotina de exercícios físicos para aprimorar o desempenho.

O trabalho foi conduzido também por Marino Tessari, que atuou como o primeiro treinador do grupo.

Uma semente plantada

Ao final da programação, ficava a expectativa de continuidade. Em declaração à época, o acadêmico responsável resumiu o espírito da iniciativa ao afirmar que a intenção era “plantar uma semente” e estimular o desenvolvimento do esporte no município.

Décadas depois, o episódio permanece como um exemplo de como ações simples, quando bem organizadas, podem gerar impacto duradouro. Mais do que atividades recreativas, a colônia de férias de 1975 representou um momento de união, descoberta e fortalecimento comunitário.

Uma história que mostra que, muitas vezes, grandes transformações começam com pequenos gestos — e com a vontade de fazer a diferença.

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