A Secretaria Estadual de Assistência Social, Mulher e Família de Santa Catarina (SAS) já publicou o cronograma de repasses para o ano de 2026. Alfredo Wagner, classificado como município de pequeno porte, tem garantido o valor de R$ 114.945,21.
O montante será dividido em três parcelas (março, junho e setembro) e carimbado para áreas específicas: Proteção Social Básica (R$ 50,2 mil), Proteção Social Especial (R$ 22,8 mil), Gestão (R$ 2,9 mil) e Benefícios Eventuais (R$ 38,9 mil). É importante destacar que este valor é o cofinanciamento estadual, uma parcela que se soma aos investimentos que a própria Prefeitura e o Governo Federal destinam ao setor.
Entre o papel e a realidade: a inflação corrói os recursos da Assistência Social
Embora o anúncio de mais de R$ 114 mil para Alfredo Wagner pareça volumoso à primeira vista, o valor esconde um desafio hercúleo para os gestores locais: a inflação. Quando diluímos o repasse estadual, o município recebe pouco mais de R$ 9.500 por mês.
Com esse valor, a assistência social precisa gerir desde auxílios-natalidade e funerais até a manutenção de serviços para famílias em crise. No cenário atual, onde o preço dos alimentos, combustíveis e aluguéis sociais subiu drasticamente, o repasse estadual parece não acompanhar o custo de vida real.
“O desafio é fazer o mesmo recurso de anos atrás atender às novas demandas de 2026”, aponta a análise. Sem o aporte majoritário da Prefeitura — que muitas vezes coloca recursos próprios muito acima do exigido por lei — e do Governo Federal, a rede de proteção social correria o risco de paralisia.
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