Hoje completo 69 anos.
Se eu chegar aos 100 — e por que não? minha família é muito longeva — ainda tenho 31 anos pela frente. É quase uma vida inteira.
Quando olho para trás, vejo uma estrada longa. Vi muita coisa, fiz muita coisa. Algumas escolhas ficaram pelo caminho como lembranças que preferia não revisitar. Outras, no entanto, são motivos de alegria que aquecem o coração até hoje.
A vida, aprendi, não é feita apenas de acertos. É feita de tentativas. E uma das que mais insisti foi a de reunir toda a família. Nem sempre consegui. Na verdade, poucas vezes. As circunstâncias, teimosas como são, nem sempre colaboraram.
Mas o tempo também ensina a aceitar.
Se não posso reunir todos em uma mesa, ao menos posso alcançá-los de outra forma. As redes sociais, tão criticadas às vezes, têm esse poder silencioso: encurtam distâncias, aproximam histórias, permitem abraços que não cabem no espaço físico.
Hoje, talvez eu não tenha todos ao meu redor, mas sinto cada um presente à sua maneira. Em uma mensagem, em uma lembrança, em um gesto simples que atravessa a tela.
E descobri que isso também tem seu valor.
Tem até um sabor especial.
Se ainda tenho 31 anos pela frente, não sei o que virá. Mas sei que levo comigo o que realmente importa: as pessoas, as histórias e a esperança de que, de um jeito ou de outro, sempre estaremos juntos.
Mesmo que seja — por enquanto — através de um abraço virtual.
pois…
A vida nem sempre reúne, mas sempre conecta.
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