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Uma infestação de escorpiões-amarelos (Tityus serrulatus) tem mobilizado as autoridades de saúde e gerado pânico entre moradores de um condomínio no bairro Praia João Rosa, em Biguaçu, na Grande Florianópolis. Em uma série de quatro visitas realizadas pela Vigilância em Saúde Ambiental e Zoonoses, foram capturados 139 exemplares do aracnídeo, que chegaram a atingir o 4º andar do edifício.
O alerta foi aceso após um cachorro ser picado no local. Embora não haja registro de vítimas humanas até o momento, a situação é considerada grave devido à alta toxicidade da espécie e sua rápida capacidade de reprodução.
O Cenário da Infestação
As ações de controle começaram na última terça-feira (14), com a captura inicial de 109 animais. Após novas vistorias, o número total subiu para 139. O morador Erik Kobel relatou que o problema persiste há pelo menos seis meses e que a presença dos animais em andares elevados surpreendeu a comunidade.
“Vieram equipes, interditaram uma área por causa de problemas com escorpiões. Isso já é uma coisa que nós estamos tentando resolver há mais de seis meses”, desabafou Kobel.
Por que os Escorpiões Aparecem?
Segundo a Vigilância Ambiental, o escorpião-amarelo é extremamente adaptável ao meio urbano. A proliferação é favorecida por:
- Acúmulo de entulhos e lixo: Locais que servem de abrigo escuro e úmido.
- Alimentação: A presença de insetos, como baratas, atrai os escorpiões.
- Reprodução rápida: Em condições favoráveis, uma fêmea pode procriar múltiplas vezes ao ano.
- Sazonalidade: O calor e a umidade aumentam a atividade desses animais.
Responsabilidades e Prevenção
A prefeitura reforça que a manutenção da limpeza em áreas privadas (casas e condomínios) é de responsabilidade dos proprietários e administradores. Já em áreas públicas, o dever é do município. Para evitar acidentes, especialistas recomendam a tática dos “4 As”:
- Acesso: Vedar ralos, frestas em portas e paredes.
- Abrigo: Eliminar pilhas de madeira, tijolos e lixo.
- Alimento: Manter o ambiente limpo para não atrair baratas.
- Água: Evitar infiltrações e locais excessivamente úmidos.
Primeiros Socorros: O que fazer em caso de picada?
Caso ocorra um acidente, o tempo é um fator crucial, especialmente para crianças e idosos. Confira as orientações oficiais:
| O que FAZER | O que NÃO fazer |
| Lavar o local com água e sabão. | Não fazer torniquete ou garrote. |
| Aplicar compressas mornas para aliviar a dor. | Não cortar ou furar o local da picada. |
| Procurar atendimento médico imediato. | Não aplicar gelo ou pomadas. |
| Se possível, levar o animal (morto ou foto) para identificação. | Não tentar sugar o veneno. |
A Vigilância de Biguaçu informou que continuará monitorando o condomínio e realizando novas vistorias nos próximos dias para garantir a segurança dos moradores e conter o avanço da espécie na região metropolitana.
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