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O protagonismo de Alfredo Wagner no cenário das relações internacionais ganhou mais um capítulo importante. O alfredense Klaibson Natal Ribeiro Borges, diretor no Brasil da Câmara de Comércio Latino Africana (Claf), liderou uma reunião estratégica na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
O encontro teve como objetivo estreitar os laços comerciais entre o Brasil, a América Latina e o continente africano, abrindo portas gigantescas para setores em que a nossa região é forte, como a agroindústria e a produção de alimentos.
Além de Klaibson Borges, a comitiva da Claf contou com a presença da presidente internacional da entidade, Angélica Herrera, e do vice-presidente, Sebastião Galdino. Eles foram recebidos por Rubens Medrano, presidente do Conselho de Relações Internacionais da FecomercioSP, e sua equipe técnica.
De Alfredo Wagner para o mundo: O potencial do mercado africano
Durante o encontro, Klaibson Borges destacou que o continente africano vive um momento de forte expansão econômica e demográfica, o que deve impulsionar a busca por novos parceiros comerciais nos próximos anos — uma oportunidade de ouro para o agro e a indústria brasileira.
“A África é um mercado em desenvolvimento, com demanda crescente em diferentes setores e um potencial muito grande para empresas brasileiras que desejem ampliar sua atuação internacional de forma estratégica”, afirmou o alfredense.
A presidente da Claf, Angélica Herrera, pontuou que a entidade nasceu ao notar que o comércio entre a América Latina e a África ainda caminha a passos lentos se comparado ao verdadeiro potencial econômico. “A África é formada por 54 países e é um mercado em franca expansão”, lembrou.

Oportunidades para o interior e para o agro
Para estados produtores como Santa Catarina, e microrregiões como o Alto Vale e a Grande Florianópolis, a aproximação com o mercado africano acende um farol de oportunidades. Os principais setores debatidos na reunião foram:
- Agroindústria e Alimentos (grandes forças da nossa região);
- Logística e Comércio Exterior;
- Tecnologia e Moda.
O vice-presidente da Claf, Sebastião Galdino, reforçou que cruzar as fronteiras não é apenas para gigantes do mercado, mas sim uma estratégia de sobrevivência e crescimento. “A internacionalização não é apenas uma estratégia comercial, mas também uma forma de diversificar mercados e ampliar a competitividade”, explicou.
Próximos Passos: Fórum na Etiópia e Inteligência Comercial
Do lado da FecomercioSP, Rubens Medrano reconheceu que o Brasil ainda tem baixa presença comercial na África, mas que o potencial de desenvolvimento é enorme. Durante a mesa de conversas, foram debatidos temas práticos que desafiam e interessam os exportadores, como:
- Regulamentação para exportações e burocracia;
- Logística internacional e zonas francas africanas;
- Inteligência comercial e capacitação de empresários.
Como fruto prático dessa articulação liderada pelo diretor alfredense, a Claf já projeta as próximas missões empresariais, feiras multissetoriais e a realização do Fórum América Latina–África de Negócios, que terá sua próxima edição sediada na Etiópia.
Para Alfredo Wagner, ver um conterrâneo capitaneando pontes comerciais desse calibre é motivo de orgulho e a certeza de que as fronteiras para o nosso desenvolvimento estão cada vez mais amplas.
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