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Um homem de 56 anos, condenado a mais de sete décadas de prisão por estupro de vulnerável, foi assassinado dentro do Presídio de Lages poucas horas após ser transferido para a unidade. Carlos Chaves foi encontrado morto embaixo da pia do banheiro de uma cela de triagem, com marcas visíveis de estrangulamento. O crime foi assumido por outro detento, que alegou pertencer a uma facção criminosa.
O homicídio ocorreu na galeria “A” da unidade prisional. Por volta do meio-dia, um policial penal de plantão ouviu um chamado vindo da cela 01 — espaço destinado a receber novos detentos. Ao abrir a porta, o agente foi abordado por outro detento, de 31 anos, que confessou o crime imediatamente. Ele, que possui uma extensa ficha criminal com quase 100 passagens pela polícia, afirmou ser integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e declarou ter matado o companheiro de cela por sufocamento.
Histórico do condenado
Carlos Chaves cumpria pena em regime fechado por estupro e estupro de vulnerável contra múltiplas vítimas. A condenação, que somava 70 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão, foi proferida pela Vara Única da Comarca de Bom Retiro, na Serra catarinense, em um processo que tramitava desde o final da década de 1990. Ele havia sido transferido da Capital para Lages pouco antes do crime.
Após a confissão, os policiais penais isolaram a área e removeram os demais detentos para o pátio a fim de realizar a contagem. Ao vistoriarem a cela, os agentes encontraram o corpo de Carlos caído de costas no chão do banheiro. A equipe de saúde do presídio tentou realizar os primeiros socorros, mas a morte foi constatada no local. O SAMU também foi acionado e recomendou o acionamento direto da perícia.
A Polícia Científica e a Polícia Civil estiveram no presídio para realizar os procedimentos periciais e recolher o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) de Lages. O autor confesso foi isolado em um espaço apropriado da unidade para as providências legais. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar formalmente as circunstâncias e a motivação do assassinato.
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