O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação de proteção integral de Santa Catarina, Brasil. Criado em 1975, protege cerca de 84 mil hectares da Mata Atlântica e mananciais que abastecem a Grande Florianópolis e o litoral sul do estado. É administrado pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Santa Catarina e integra a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
Principais dados
- Criação: 1975
- Área: aproximadamente 84.130 hectares
- Localização: abrange nove municípios, com sede em Palhoça (SC)
- Bioma: Mata Atlântica (cinco de suas seis formações)
- Administração: Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA)
Ecossistemas e biodiversidade
O parque abriga restinga, manguezais, florestas ombrófilas densas e mistas (com araucárias), campos de altitude e ilhas costeiras como Moleques do Sul e Três Irmãs. Essa variedade sustenta alta diversidade de espécies endêmicas e ameaçadas, tornando-o um dos principais refúgios ecológicos do sul do país. A região também contém monumentos geológicos, como os cordões arenosos da Baixada do Maciambu, formados por variações do nível do mar ao longo de milênios.
Importância ambiental e hídrica
Além da conservação da fauna e flora, o parque protege nascentes de rios vitais como o Cubatão, D’Una e Vargem do Braço, que fornecem água potável a milhões de habitantes. Sua cobertura vegetal regula o clima regional e previne erosões, enchentes e assoreamentos, desempenhando papel estratégico na sustentabilidade hídrica catarinense.
Uso público e turismo
O Centro de Visitantes, localizado na Baixada do Maciambu, em Palhoça, oferece trilhas educativas, mirantes e atividades de educação ambiental. Entre os atrativos estão a trilha interpretativa da Restinga, o Pico do Tabuleiro (1.260 m) e o Morro do Cambirela. As visitas são gratuitas, mediante agendamento prévio, e permitem práticas de ecoturismo, montanhismo e observação de fauna e flora.
Educação ambiental e projetos
O parque mantém programas como o Ateliê Tabuleiro, voltado à etnobotânica e valorização das comunidades tradicionais, e o Monitoramento de Fauna Educativo, que alia ciência e recreação. Essas iniciativas reforçam o papel do parque como espaço de pesquisa, cultura e sensibilização ambiental.
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